terça-feira, 22 de abril de 2008

É o Brasil se refinando


As cervejarias estão desenvolvendo estratégias
para fazer com que o segmento premium, que se consolidou no País há pouco mais de cinco anos, conquiste este ano o melhor desempenho de sua história. O Sindicato da Indústria da Cerveja (Sindicerv) estima que a participação de mercado das cervejas mais caras suba de 4,5% no ano passado para 5,5% em 2008. Hoje, as vendas das cervejas premium movimentam R$ 2 bilhões por ano. Executivos do setor, por sua vez, estimam que a velocidade de crescimento do segmento premium será três vezes superior ao do mercado total este ano, ou 15% contra 5%. Esse resultado seria reflexo de uma mudança no perfil de consumo do brasileiro, que está mais aberto a novas experiências por causa da melhoria da renda.

As microcervejarias também estão atentas ao mercado premium. A Colorado, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, investiu R$ 1 milhão há seis meses numa linha de produção de cervejas em garrafas. Outro R$ 1 milhão foi desembolsado em campanhas de marketing, como o patrocínio da feira náutica Rio Boat Show, realizada semana passada, onde a Colorado foi a cerveja oficial do evento. Há 12 anos no mercado, a empresa vendia apenas chope. A AmBev, cuja marca Boehmia representa 40% do segmento premium, deve manter este ano a estratégia de 2007, quando foram importadas seis marcas, sendo três da Bélgica e três da Alemanha. A empresa tem 20 rótulos diferentes de cervejas mais sofisticadas. O gerente do segmento premium da AmBev, Ariel Grunkraut, diz que esse mercado ganhou força na AmBev há quatro anos.A Schincariol estreou no segmento premium ano passado, com a aquisição de três cervejarias: a Baden Baden, de Campos do Jordão, a Devassa, do Rio, e a Nobel, de Pernambuco. O diretor de marketing da empresa, Marcel Sacco, diz que o foco este ano será ampliar a presença dessas marcas. O executivo não descarta novas compras. “Estamos atentos a oportunidades de crescimento orgânico ou de aquisições”, afirma.

A empresa, que comprou a Kaiser há dois anos, tem as marcas Heineken, Gold, Sol e Bavaria premium como carros-chefe no mercado mais sofisticado. Há um ano, a cervejaria passou a importar a mexicana Dos Equis (XX) para aumentar presença no mercado premium.




Fontes:




quarta-feira, 9 de abril de 2008

Preço da cerveja pode subir


Segundo estudo divulgado ontem, o preço da cerveja aumentará nas décadas vindouras por culpa das mudanças climáticas que prejudicarão a produção de cevada. Jim Salinger, especialista em meio-ambiente do Instituto Água e Pesquisa Meteorológica da Nova Zelândia, afirma que o aquecimento destruirá grande parte dos cultivos do cereal na Oceania.

Salinger, que focou suas pesquisas na Oceania, disse que as circunstâncias levarão a uma redução drástica da produção nos próximos 30 anos. A cevada de malta é um dos ingredientes-base da cerveja junto com a água e o lúpulo, e que confere um sabor amargo depois do processo de fermentação.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Relator admite emenda que proíbe propaganda de cerveja

O relator da Medida Provisória 415/08, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), afirmou em entrevista à Agência Câmara que vai acatar uma emenda que, na prática, veda a propaganda de cervejas nos veículos de comunicação. A MP proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas margens de rodovias federais ou em locais com acesso direto às rodovias, e considera alcoólica a bebida que contenha concentração igual ou acima de meio grau Gay-Lussac (0,5º GL). Cervejas contêm índice acima de 3º GL, enquanto uma cachaça pode chegar a 54º GL. A emenda, apresentada pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), determina que o novo conceito seja aplicado à Lei 9.294/96, que atualmente restringe a propaganda de produtos fumígeros e bebidas alcoólicas com concentração acima dos 13º GL, entre outros produtos. Caso a proposta seja aprovada, a publicidade de cerveja seria permitida por meio de pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos locais de venda.
Outra mudança que poderá ser incorporada ao texto é a flexibilização da venda em locais considerados de perímetro urbano. A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos locais de acesso às rodovias federais é a principal fonte de resistência à MP. Hugo Leal afirmou que pretende manter a proibição da venda nas rodovias, e dará um tratamento diferenciado aos estabelecimentos que ficam dentro do perímetro urbano. Ele informou que os representantes dos bares e restaurantes já estão sendo contactados para que, dentro das cidades, haja um trabalho de conscientização, mais do que de repressão. 
O presidente do sindicato de bares, hotéis e restaurantes do Distrito Federal, Clayton Machado, critica a medida provisória e afirma que ela deveria se concentrar em punir o motorista infrator e não comerciantes que trabalham de forma honesta e estão acumulando prejuízos desde o início da vigência da medida.Segundo Clayton Machado, caso a MP permaneça com a redação atual, poderá provocar a demissão de 400 mil pessoas e o fechamento de até 50 mil estabelecimentos comerciais em todo o País. 
A possibilidade de flexibilizar a venda em perímetro urbano é admitida pelo próprio governo. O coordenador da área técnica de Saúde Mental, Álcool e Drogas do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, declarou que o governo aceita as ponderações e as emendas que aperfeiçoarem a questão das áreas urbanas. Ele acrescenta que as propostas terão atenção para reduzir o foco da resistência. 

Fontes: